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# Instruções técnicas

Ignitores HEGWEIN

## Arquitetura Técnica e Protocolos de Execução - Ecossistema Hegwein (ZAP/ZDAP & A 285 K)

A instalação de um sistema de combustão industrial transcende a simples montagem mecânica; ela constitui o alicerce de estabilidade térmica e segurança ativa da planta. A precisão na ancoragem e o rigor nas tolerâncias estruturais são imperativos estratégicos para garantir a integridade dos componentes sob estresse térmico e operacional, evitando desalinhamentos que comprometam a geometria da chama e a longevidade dos materiais.

### 1. Deployment de Infraestrutura (Instalação e Montagem)

#### 1.1. Especificações Mecânicas e Ancoragem

A montagem física deve observar estritamente as diretrizes de proteção e as normas de conformidade industrial:

* **Relé de Chama (A 285 K 2.2):** Projetado para montagem em trilhos DIN de 35 mm (EN 50022). Por possuir grau de proteção IP 00 (terminais abertos), sua instalação exige obrigatoriamente um painel elétrico ou gabinete externo selado que atenda aos padrões de proteção do ambiente industrial.
* **Dispositivo de Ignição (ZAP/ZDAP):** Fixação via flange de montagem com tubo externo de 35 mm de diâmetro. O cabeçote motorizado possui grau de proteção IP 54 (padrão) ou IP 65 (versão especial selada).
* **Condições Ambientais:**
  * Relé: Operação entre 0 e +60°C; umidade relativa máxima de 60%.
  * Ignitor: -30 a +60°C (padrão) ou até +80°C (especial).
* **Restrições Estruturais:** É proibida a operação abaixo do ponto de orvalho (risco de condensação). O sistema deve ser protegido contra vibrações, poeira e danos mecânicos. O peso para cálculo de carga é de 0,1 kg para o relé e aproximadamente 3,5 kg (cabeçote) + 3,5 kg/m de tubo para o ignitor.

#### 1.2. Arquitetura Elétrica e Protocolos de Carga

A arquitetura elétrica requer atenção à derivação de sinais e à proteção de módulos sensíveis.

| **Parâmetro Técnico**            | **Especificação**                                    |
| -------------------------------- | ---------------------------------------------------- |
| Tensão da Bobina (Relé A 285 K)  | 90 - 125V DC (Derivada do sinal do monitor de chama) |
| Tensão de Alimentação (ZAP/ZDAP) | 230V AC (+10% / -15%, 50/60 Hz)                      |
| Carga Máxima de Contato (Relé)   | 4A (ôhmica) a 250V AC                                |
| Bitola de Fiação                 | 0,75 – 1,5 mm² (Relé) / 0,5 – 2,5 mm² (Ignitor)      |
| Distância Máxima (Cabo)          | 150 metros entre o ignitor e o relé                  |

{% hint style="info" %}
Configurações de Segurança Elétrica:
{% endhint %}

* **Lógica de Fase:** Deve-se realizar a ponte (bridge) entre os terminais 1 e 3 caso as tensões do transformador de ignição e do monitor de chama utilizem a mesma fase.
* **Proteção por Fusíveis:** É mandatória a instalação de fusíveis externos de ação lenta (2A) nos terminais 11 e 21 do relé. Adicionalmente, o transformador de faísca (100 VA) e o monitor de ionização (10 VA) devem ser protegidos externamente com fusíveis de 2A (slow-blow).
* **Aterramento:** Conexão obrigatória ao condutor de proteção (PE) para escoamento de cargas e referência de ionização.

#### 1.3. Subsistema Pneumático e Dinâmica de Fluidos

O dimensionamento fluídico é determinante para a estequiometria e estabilidade da ignição.

* **Pressão e Vazão:** Pressão de projeto máxima de 10 bar. Vazão de ar limitada a 30 m³/h (máx. 80°C).
* **Conexões:** Porta de gás Rp 1/2 e porta de ar Rp 1 (giratória 4 x 90°).
* **Qualidade do Ar e Umidade:** O ar de combustão deve possuir umidade relativa máxima de 70% e estar isento de óleo, graxa, poeira e aerossóis. Contaminantes como óleo carbonizam no eletrodo de ionização, criando caminhos condutivos que geram sinais falsos de chama, violando a lógica de segurança da norma EN298.

### 2. Runtime Operacional (Sequenciamento e Monitoramento)

O sincronismo entre a descarga de alta tensão e a detecção do sinal de ionização é o fator crítico para evitar o acúmulo de combustível não queimado na câmara de combustão.

#### 2.1. Lógica de Inicialização e Ciclo de Trabalho

O fluxo de partida deve respeitar a seguinte hierarquia lógica:

1. **Energização:** Ativação simultânea dos terminais/fios 1 e 2.
2. **Verificação de Repouso:** A válvula de combustível não deve ser aberta a menos que o relé de chama esteja comprovadamente em sua posição de repouso inicial.
3. **Ignição e Período Sparkless:** A tensão de ignição (terminal 8 ou fio 4) deve ser desligada obrigatoriamente antes do fim do tempo de segurança. Este "período sem faísca" permite que o relé processe o sinal puro de ionização; uma faísca persistente pode suprimir o sinal da chama real.
4. **Limitação Térmica:** O transformador de faísca opera em regime intermitente, com um ciclo de trabalho (duty cycle) de 15% (máximo 45 segundos de ativação em um ciclo de 3 minutos) para evitar sobreaquecimento.

#### 2.2. Supervisão de Parâmetros

* **Interface Visual:** O estado "Chama On" é indicado por um LED amarelo visível através do painel frontal transparente do relé.
* **Monitoramento de Ionização:** O monitor de chama de ionização opera em ciclo de trabalho de 100%, fornecendo sinal constante para a bobina do relé (90-125V DC).
* **Conformidade:** O sistema deve estar integrado ao controle mestre em total conformidade com a norma EN298.

### 3. Debug e Tratamento de Exceções (Matriz de Troubleshooting)

O diagnóstico técnico deve focar na causa raiz para evitar a substituição desnecessária de hardware certificado.

#### 3.1. Matriz de Diagnóstico Técnico

| **Sintoma**                          | **Causa Raiz Provável**                                                 | **Ação Corretiva Recomendada**                                                        |
| ------------------------------------ | ----------------------------------------------------------------------- | ------------------------------------------------------------------------------------- |
| Supressão total do sinal de chama    | Faísca ativa durante todo o tempo de segurança.                         | Ajustar o sequenciador para desligar o terminal 8 antes do fim do tempo de segurança. |
| Falha de isolamento / Curto-circuito | Operação abaixo do ponto de orvalho ou umidade > 60% (Relé) / 70% (Ar). | Secagem dos componentes e validação da vedação dos prensa-cabos M20.                  |
| Relé não ativado (Bobina inerte)     | Tensão de sinal fora da faixa 90-125V DC ou danos mecânicos.            | Medir tensão nos terminais A1/A2; verificar integridade do gabinete de poliamida.     |
| Instabilidade de sinal (Flicker)     | Carbonização do eletrodo por óleo/graxa no ar de combustão.             | Limpar eletrodos e revisar sistemas de filtragem de ar/gás.                           |

### 4. Gerenciamento de Ativos (Componentes e Peças de Reposição)

A padronização técnica assegura a agilidade na cadeia de suprimentos e a confiabilidade das intervenções.

#### 4.1. Inventário Funcional de Componentes Críticos

* **Módulos de Controle:** Relé de chama A 285 K 2.2 (DIN-rail, IP 00) com contatos de inversão.
* **Sensores e Monitoramento:**
  * ZAP: Monitor para operação intermitente.
  * ZDAP: Monitor para operação contínua (exige lógica de autoteste).
* **Consumíveis e Vedação:** Eletrodos de ionização, anéis de suporte intermediários, suporte final do eletrodo e tubos externos (aço carbono ou inox, diâmetro 35 mm).
* **Proteção Elétrica:** Fusíveis de 2A (ação lenta) e prensa-cabos M20x1,5 para cabos de 7 a 13 mm.

### 5. Protocolo de Segurança Operacional (Safe Mode)

Intervenções no sistema Hegwein exigem adesão estrita aos protocolos de segurança para mitigação de riscos fatais.

#### 5.1. Protocolo LOTO (Lockout/Tagout)

Para proteção contra religamento não autorizado, execute os 7 passos mandatórios:

1. **Desernegização**: Desligar a fonte de alimentação elétrica e fechar as válvulas de gás.
2. **Bloqueio Físico**: Prender o interruptor principal com cadeado.
3. **Sinalização:** Colocar placa visível com horário, responsável e instrução "NÃO LIGUE".
4. **Custódia:** A chave do cadeado deve permanecer com o técnico especializado executante.
5. **Verificação de Zona:** Certificar-se de que a área de perigo está livre de pessoal e ferramentas.
6. **Inspeção de Segurança:** Validar se todos os dispositivos de segurança foram reinstalados.
7. **Liberação:** Remover a placa e o cadeado somente após a conclusão total e teste de funcionalidade.

#### 5.2. EPIs e Regras de Ouro

{% hint style="warning" %}
O uso dos seguintes equipamentos é obrigatório em todas as fases:
{% endhint %}

* Capacete de Proteção: Contra impactos em estruturas fixas ou cargas suspensas.
* Calçados de Segurança: Resistentes a impactos e antiderrapantes.
* Luvas Térmicas e Vestimenta Justa: Proteção contra superfícies quentes e prevenção de aprisionamento em partes móveis.
* Proteção Facial: Escudo contra partículas quentes, faíscas e gases de combustão.

{% hint style="danger" %}
Proibições Críticas:
{% endhint %}

* É estritamente proibido realizar bypass em fusíveis ou utilizar fiação fora da especificação (0,5 - 2,5 mm²).
* Qualquer intervenção deve ser realizada exclusivamente por especialistas em eletricidade e gás qualificados.
* Em caso de falha no isolamento, o sistema deve ser desenergizado imediatamente.

> *Versão e Fonte: Os dados e os protocolos operacionais deste resumo foram compilados tendo como base de extração o catálogo/manual Manual de operação Dispositivo de ignição a gás ZAP / ZDAP (build/atualização: 04-2012). Caso seu escopo de projeto exija uma análise em parâmetros adicionais ou validação de exceções não mapeadas nesta página, favor acionar nosso suporte para o provisionamento do pacote de documentação completo.*


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